O título desse texto foi a frase que fiquei mentalizando durante a noite. Consegui tirar uma semana de descanso no meio da pandemia, com todos os cuidados, isolamento e protocolos, para encontrar uma amiga em Itacaré-BA.

Um dia à noite, ela encontrou um amigo e ele dava aula de surfe. Eu que não sou boba nem nada, logo me intrometi: “morro de vontade de fazer uma aula”. Bora amanhã? “Bora”. E foi assim que eu fui para a minha primeira aula de surfe em meus 26 anos de vida.

Imagem: arquivo pessoal – Giovana Pinheiro

Depois de ter topado essa aula repentina de surfe eu só ficava me questionando o que eu tinha inventado. Eu sempre fui ruim nos esportes na escola (embora, ora, ora, trabalhe com eles a vida inteira). E a vergonha? Não sabia como ia ser. Foi tudo tão rápido que no dia seguinte estávamos na praia. Eu e dois amigos (que registraram todos os momentos), o professor de surfe e uma praia vazia.

Mesmo com poucas pessoas, é incrível como bate aquela sensação: ‘o que as pessoas vão achar’? Encontrei o melhor professor de Itacaré, o Léo, e foi incrível. Me passou toda a parte teórica na areia e depois, #partiumar.

Nunca achei que ficaria em pé na prancha logo na primeira aula. E não é que aconteceu? Não foi tão rápido ou fácil, mas tá lá no instagram.

Posso te dizer? Eu entrei no mar e esqueci todos os problemas, todas as preocupações e todas as opiniões que poderiam ter sobre a minha aptidão, ou não, pro esporte.

E a energia? O esporte tem o poder de transformar. Eu já não vejo a hora de voltar a sentir essa sensação de liberdade e a felicidade que é surfar. Acima disso, a de experimentar novos esportes, experimentar novas sensações. É o famoso ser feliz aqui e agora.

E, você, qual foi a última vez que fez algo pela primeira vez?

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