Danielle Rauen almeja lugar no pódio francês no individual do tênis de mesa

Treino do tênis de mesa. Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro

Danielle Rauen, ou “Danni” como é conhecida no tênis de mesa paralímpico, se prepara para conquistar o tricampeonato da modalidade no Parapan-Americano de Santiago, no Chile, em  2023. Uma medalha na competição garantirá a participação da atleta nos Jogos Paralímpicos de 2024, em Paris. Atualmente oitava no ranking mundial, Rauen é experiente já com bronze na disputa por equipes das edições do Rio 2016 e de Tokyo 2020, vencidos ao lado de Bruna Alexandre e Jennyfer Parinos.

Para assegurar o passaporte direto para a França, a esportista irá também estar presente no próximo Mundial de Tênis de Mesa, que ocorrerá em novembro na Espanha. Este ciclo paralímpico é menor que os anteriores, devido a pandemia de COVID-19 que atrasou o palco japonês em um ano. Com o tempo mais curto, Rauen, assim como os outros atletas, não pode desperdiçar nenhuma chance de melhorar o desempenho pessoal. 

A destra, da classe funcional nove, acredita que o percurso até Paris será trabalhoso e não subestima as adversárias. Ela afirma que os Jogos Paralímpicos são uma oportunidade de competir de igual para igual com as melhores do mundo, como as chinesas e europeias. Rauen conta que desde que ingressou no alto rendimento realizou muitos sonhos, entre eles a medalha no Rio 2016. O próximo objetivo dela é fazer a mesma façanha na categoria individual. 

“Uma das minhas conquistas mais importantes foi o Rio 2016, onde disputei a minha primeira Paralimpíada. Como os Jogos foram em casa, eu pude contar com a torcida da minha família. A minha mãe, o meu pai, o meu irmão e todos os meus amigos da cidade fecharam uma van para ir até o Rio de Janeiro me assistir jogar, então foi um momento muito especial. Conquistar essa medalha no meu país foi realmente um sonho incrível” — lembra Danielle Rauen.

Onde tudo começou

A mesatenista cresceu e se profissionalizou no esporte em São Bento do Sul, uma cidade de Santa Catarina com menos de 90 mil habitantes, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2021. Rauen sempre teve o gosto por esporte, praticou natação por cerca de quatro anos e o tênis de mesa era uma diversão enquanto ainda estava na escola. Foi só depois de uma competição na cidade, em que saiu em primeiro lugar, que ela adotou o treino com afinco na modalidade.

Primeiro o tênis de mesa foi uma fisioterapia para a sua doença, a artrite reumatoide, só depois se tornou uma paixão. Em 2013 ela passou a representar a seleção brasileira, posição que ocupa até hoje. Rauen deu um grande passo na carreira em 2015, quando foi campeã no Parapan-Americano de Toronto, no Canadá. Foi ali que ela certificou o sonho de disputar os Jogos Paralímpicos em casa. 

Anos depois, os resultados de Rauen são a concretização do espaço não só dela, mas de todas as mulheres. Agora a esportista busca continuar a afirmar a posição feminina no tênis de mesa.
“Sempre tem dificuldades de ser mulher no esporte e na vida. A gente vem mudando isso todos os dias. Mas é difícil para a figura masculina entender a posição que a gente ocupa no esporte, entender os resultados expressivos que a força feminina vem tendo. E no tênis de mesa, nas últimas edições de Jogos é inegável a força feminina no tênis de mesa. Em Tokyo 2020 apenas as mulheres conquistaram medalhas” — completa a medalhista.

Allez Allez, Danni!

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