Dormir é algo natural e essencial ao ser humano, assim como o respirar e o comer; porém, como um hábito natural, e muitas vezes não paramos para refletir sobre sua importância e impacto nas nossas vidas.

A falta de sono ou de qualidade do mesmo é uma queixa frequente nos consultórios médicos de diferentes especialidades. Torna-se cada vez mais emergente e relevante essa abordagem, pois há evidências robustas de que a sua privação e os seus distúrbios afetam processos metabólicos e inflamatórios, com amplos impactos negativos na saúde. 

Especificamente quanto à qualidade do sono, as pesquisas detectaram que a pior qualidade se associa a taxas mais elevadas de mortalidade e a prevalências maiores de síndrome metabólica, diabetes, hipertensão, doença coronariana e depressão.

Os distúrbios do sono, que implicam em baixa qualidade do sono, são também causa frequente de acidentes de trânsito e de trabalho, resultantes da sonolência diurna excessiva que os acompanha. A baixa qualidade do sono acarreta prejuízos nas atividades diárias do indivíduo, afetando o rendimento no trabalho e a qualidade de vida em geral, o que vai além da saúde individual, há um forte impacto social e econômico.

imagem: reprodução

Uma recente pesquisa nacional realizada com 47.477 trabalhadores brasileiros, que utilizou também uma única pergunta para avaliar a qualidade do sono (“Com que frequência você avalia que dorme bem?”), foi detectada uma prevalência de 21% de indivíduos com sono ruim. Uma outra pesquisa desenvolvida com mulheres adultas nos Estados Unidos identificou que 27% apresentavam má qualidade do sono. E em relação ao gênero, os estudos constatam, em geral, maior prevalência de maus dormidores entre as mulheres. Isso porque nós mulheres, relatamos mais problemas de saúde que os homens, utilizamos mais os serviços de saúde, exercemos com maior frequência o papel de cuidadora dos doentes da família, além de sermos mais atentas aos sinais e sintomas das doenças, além de assumirmos com menor constrangimento o papel de doente e o relato de sintomas das doenças.

As mulheres podem ainda ser mais susceptíveis a problemas de sono devido a alterações hormonais, o que se evidencia com as mudanças de padrão de sono na gravidez, na menopausa e nos ciclos menstruais. Também apresentam sintomas depressivos com maior frequência que os homens, além de papeis e responsabilidades que socialmente lhe são atribuídos e que influenciam no padrão do sono.

Mas como eu sei então se eu estou dormindo bem?

Basta prestar atenção em você mesmo. Se você está sempre bem-disposto durante o dia, no trabalho, na faculdade e nos momentos de lazer é sinal de que o seu sono é bom e está realmente repondo suas energias. Caso contrário é sinal de que algo está errado e precisa ser corrigido para garantir sua qualidade de vida e a segurança da pessoa.

E quantas horas eu devo dormir por dia? Um estudo realizado pela Fundação Nacional do Sono, dos Estados Unidos, resolveu analisar quantas horas de sono realmente são necessárias de acordo com a idade. Sabendo que os horários recomendados podem ser flexibilizados. Mas, vale a atenção ao seu período de descanso ultrapassa os seguintes limites:

Jovens de 18 a 25 anos: menos de seis horas ou mais de 11 horas;
Adultos de 26 a 64 anos: menos de seis horas ou mais de dez horas;
Idosos acima de 65 anos: menos de cinco horas e mais de nove horas.

Além das horas dormidas, é importante lembrar que a qualidade do sono conta muito. Se você tem dificuldade para dormir ou se não consegue manter o estado de relaxamento completo ou não se sente descansado depois de boas horas na cama, é necessário procurar ajuda profissional. Para a organização norte-americana, as dicas para melhorar estes fatores são seguir um cronograma de sono, criar rituais de relaxamento antes de ir para cama o que fica para a próxima coluna. 

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