Finalmente o ano de 2021 chegou ou será que continuamos presos em 2020? ! A mudança no calendário deixa claro que, pausar faz bem para corpo, mente e espírito. A gente sabe que faz bem, mas vira e mexe somos levados por um velho conhecido: o “descaso ativo”.

No esporte, ou na vida, o ócio – de verdade! – é fundamental!

Dar um tempo, tirar uma folga, respirar, ir um pouco mais devagar e observar. Depois de um ano tão atípico, todo mundo deveria desacelerar. Não só para voltar a ativa melhor, mas para assimilar todo o processo.

Longe de fazer previsões futuras sobre o esporte, mas se tem uma coisa que o ano passado deixou escancarado sobre o tema é que a pausa se fez fundamental para rever formatos de gestão esportiva, modelos de negócio e principalmente, nossa maravilhosa capacidade de se reinventar, apesar das fragilidades. Nos reinventamos tanto que chegamos a cravar o termo “novo normal”, deixando bem claro que entendemos pouco sobre normalidade, quiça novidade.

Aquele normal que nós vivíamos, não existe mais. E a gente precisa de tempo para viver esse ” “luto”, justamente para se adaptar melhor ao novo que se apresenta. Ficou claro que não só o esporte, mas a nossa estrutura organizacional como sociedade deve ser repensada.

A recuperação global dos efeitos da COVID-19 segundo especialistas acontece em 2023. Até lá, o “novo normal” vai chegar a sua versão plus, e torço para que não seja nem de perto como as atualizações da apple – que sobrecarregam aparelhos antigos forçando a troca por versões mais novas, porém pouco inovadoras.

Será que até 2023 seremos mais responsável com o nosso corpo, mente, espírito e… rotina? Será que vamos entender finalmente que, atividade física e esporte é questão de saúde – pública inclusive? Será que vamos para traz o “esforço” e nos tornaremos comprometidos com nossas escolhas, inclusive no esporte? Será que vamos deixar de comparar nossos resultados com os outros? Será que vamos entender que o esporte vai além da modinha e de parecer descolado?

Será que nós, mulheres, vamos despertar para a potência do nosso corpo do jeito que ele é, sem ter um padrão a ser seguido, pressão social e psicológica? Será que ainda vamos escolher o esporte como momento de autocuidado? Será que chegaremos na equidade de gênero para podermos finalmente viver a vida que nos é de direito sem nos sentirmos sobrecarregadas ou até mesmo culpadas por ter saído de casa para fazer uma caminhada?

Poderia ficar escrevendo por horas as mudanças significativas que devem acontecer para que a “versão plus” aconteça, mas prefiro me apegar a ação. Que mudanças eu quero ver no mundo e devo fazer em mim? Essa é a pergunta que me fiz nas últimas semanas.

A consciência do coletivo começa com um. Ainda no mood de ano novo, ao invés de nos apegarmos ao “bom ano”, por que não nos comprometemos a investir na nossa melhor versão diariamente para aí sim, dizer que fizemos um bom ano? A mudança é URGENTE e necessária, não só pelos nossos objetivos pessoais, mas pelo bem coletivo.

Eu desejo que 2021 seja um ano feito por mulheres! Que possamos lutar não só por nossos direitos, mas por nossas melhores versões e que a cada dia, mais mulheres despertem para o poder do juntas.

Que comece a verdadeira (r)evolução!

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